Juntas de Dilatação Quebradas: Como Recuperar os Cantos sem Interromper a Operação
O impacto repetitivo das rodas de empilhadeiras quebra os cantos das juntas de dilatação, formando degraus e buracos perigosos. Veja o passo a passo para reconstruir as bordas com durabilidade industrial.

Pontos Principais Deste Artigo:
- O 'esborcinamento' das juntas ocorre quando a borda desprotegida recebe o impacto direto de rodas rígidas sem vedação adequada.
- Degraus nas juntas danificam eixos de empilhadeiras, tombam cargas e causam acidentes com operadores.
- A reconstrução é feita com argamassas epóxi de altíssima dureza e selamento com mastique de poliuretano flexível.
As juntas de dilatação e movimentação são fundamentais para que as placas de concreto possam expandir e retrair termicamente sem trincar o meio do piso.
Porém, no dia a dia da logística pesada, essas juntas se tornam o calcanhar de Aquiles do galpão: a roda da empilhadeira cai no vão aberto, bate na quina do concreto oposto e quebra o canto da placa — processo chamado de esborcinamento.
Com o tempo, o vão original de 5 mm se transforma em uma cratera de 5 a 10 cm, causando solavancos na máquina, quebra de rolamentos e risco constante de queda de mercadoria.
1. Por Que as Juntas Quebram com Tanta Frequência?
A quebra das bordas costuma ter duas causas primordiais:
1. Selante ressecado ou ausente: O mastique original perdeu elasticidade, soltou das laterais e permitiu que sujeira rígida se acumulasse no vão.
2. Falta de transferência de carga: A passagem rápida de empilhadeiras pesadas exerce esforço cortante pontual sobre uma quina viva de concreto sem proteção.
2. A Solução Técnica: Reconstrução de Lábios Poliméricos
Para recuperar juntas danificadas sem ter que refazer a placa inteira, o procedimento correto envolve:
Corte com serra diamantada paralela para regularizar as bordas quebradas, criando um canal de geometria reta e limpa.
Preenchimento e reconstrução das quinas com argamassa resinada de alta resistência mecânica à compressão (superior a 50 MPa).
Abertura controlada da junta na espessura de projeto e injeção de selante elastomérico de poliuretano (PU) específico para suportar tráfego pesado.
3. Execução Noturna e Setorizada: Zero Parada na Sua Logística
Sabemos que centros logísticos não podem parar a expedição. Por isso, a recuperação de juntas é planejada em módulos lineares rápidos ou durante turnos de menor movimento.
Materiais de cura rápida permitem que o setor tratado seja liberado poucas horas após a finalização da aplicação, sem comprometer o fluxo de caminhões e empilhadeiras.
Conclusão e Próximos Passos
Cuidar das juntas de dilatação protege o maior patrimônio do galpão (o piso) e economiza milhares de reais anuais em manutenção preventiva de frotas de empilhadeiras.
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